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São Paulo inicia 2016 sem mais da metade dos gols marcados em 2015

Saíram Alexandre Pato e Luis Fabiano, principais artilheiros do São Paulo no ano passado. Saiu Rogério Ceni, goleiro que também fazia gols. Só esse trio foi responsável por 48 dos 108 gols marcados pela equipe em 2015. Somando os outros jogadores que deixaram o clube desde então, mais da metade dos gols da temporada passada não terão seus autores à disposição do técnico argentino Edgardo Bauza, que assume, entre outros dilemas, para arrumar o ataque.

Além dos três mais conhecidos, outros “goleadores” de 2015 saíram: Boschilia, Souza, Dória, Paulo Miranda, Ewandro e Jonathan Cafu. O zagueiro Luiz Eduardo só teve seu contrato renovado para poder se recuperar totalmente de lesão. Juntos, somam 55,5% dos gols do ano.

Por enquanto, reforços para o setor ainda não foram contratados. Os jogadores disponíveis são Alan Kardec, titular e candidato a líder e referência da equipe, Rogério, que fez o último gol da temporada, na vitória contra o Goiás, e o jovem João Paulo, além do argentino Centurión e do colombiano Wilder, apesar de atuarem um pouco mais recuados.

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A diretoria tentou a contratação de Kieza, autor de 29 gols pelo Bahia em 2015. Ele pertence ao Shanghai Shenxin, que cria empecilhos à transferência a ponto de irritar o atacante. Ele seria o reserva de Kardec, inicialmente. Falta essa opção e Bauza também quer jogadores com características de velocidade, para atuarem mais abertos. Marcelo Cirino, do Flamengo, agradava, mas Muricy Ramalho pediu sua permanência na Gávea.

Entre os que permaneceram no grupo, Michel Bastos foi o maior goleador do ano. Ele fez 13 gols, dois a mais do que Alan Kardec, que passou boa parte do ano se recuperando de uma cirurgia no joelho direito, e será o principal responsável pela função em 2016.

Enquanto ainda não dá mostras públicas mais cristalinas do norte que dará ao seu trabalho no São Paulo, Bauza convive com a fama de treinar times muito protegidos, seguros, que não são muito adeptos a grandes goleadas. O próprio presidente Carlos Augusto de Barros e Silva disse que não imagina sua equipe ganhando de muito nem perdendo de muito.

Rodrigo Caio, por sua vez, espera que o treinador argentino consiga aplicar conceitos mais modernos como a recomposição rápida e a marcação adiantada, mas não imagina que o São Paulo será uma equipe primordialmente defensiva em 2016.


– O São Paulo sempre jogou para cima, atacando o adversário, e não vai mudar. O treinador pode ter suas ideias, mas pela qualidade dos jogadores, não conseguimos ficar nos defendendo apenas. O técnico vai trabalhar a recomposição mais rápida, a marcação pressão, e aí a qualidade prevalece. Se todos correrem, o time vai crescer.

A perda dos artilheiros, pelo menos, já era esperada pela diretoria em razão do fim dos contratos de Luis Fabiano e Pato. Em relação ao primeiro, o clube não se movimentou para renovar. Com Pato, a situação é um pouco diferente. Ele estava emprestado pelo Corinthians e, caso não ceda à pressão alvinegra para aceitar uma proposta da Europa nos próximos meses, o São Paulo poderá voltar a conversar sobre um novo empréstimo. É um cenário bem improvável, mas não descartado pelos dirigentes.

Enquanto isso, Kardec, Michel e Bauza quebrarão a cabeça para compensar a saída dos gols.

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