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Rogério Ceni não poderia comemorar 44 anos de maneira melhor. Com o primeiro troféu como técnico. Com apenas 18 dias de trabalho. Em cima do odiado Corinthians. Gostem ou não, Ceni nasceu para brilhar…

“Claro que não é um Campeonato Brasileiro, Paulista, mas fico feliz pelos jovens que acabaram de subir, pelos mais experientes, pelo Lugano que não havia levantado um troféu aqui.

“Enfrentamos um Corinthians bem compacto, fomos superiores quando o jogo estava com 11 contra 11. Após as expulsões, demoramos para entender o novo posicionamento tático do adversário. Mas a vitória é importante, dá confiança. O título valoriza muito os 18 dias de trabalho que tivemos na pré-temporada aqui nos Estados Unidos.”

Rogério Ceni estava fazendo o máximo para se conter. Esconder a euforia depois de o São Paulo conseguir a conquista da Copa Flórida. Nos 25 anos de carreira, mais do que ninguém, ele soube como valorizar suas inúmeras conquistas.

Não perderia a oportunidade, sabendo que neste domingo, completa 44 anos. Foi o seu presente ver o uruguaio, seu melhor amigo, que não colocou para jogar contra o Corinthians, com medo de perder a decisão, levantando a taça.

Seu início como treinador não poderia ser mais perfeito.

Fazer o seu São Paulo voltar a vencer um torneio internacional. Batendo o River Plate, bicampeão mundial e tricampeão da Libertadores. E, na final, o Corinthians, seu rival mais odiado. De tantas alegrias e tristezas quando era jogador.

Não interessa que o torneio da Flórida é de pré-temporada, ajuste dos times. Os argentinos entraram em campo com time misto. Os corintianos, não. Fábio Carille queria e precisava até mais do que ele vencer a competição. Só não conseguiu.

Não importa para Ceni que as vitórias vieram nos pênaltis.

O que interessa é que o time volta campeão dos Estados Unidos.

A taça repousará para sempre na sala de troféus do Morumbi.

Marcará o início vitorioso de Rogério Ceni.

18 dias e já um título.

De maneira sutil, o novato treinador mostrou que o São Paulo nas suas mãos é outro. Primeiro pelo lado psicológico. É um time que não aceita desaforos, unido. Se precisar brigar, vai brigar junto.

Foi o que aconteceu depois que Bruno foi maldoso, deixou o pé no rosto de Marquinhos Gabriel. Depois que o corintiano segurou o seu pé e outros correram para pressionar o lateral são paulino, todo o time de Rogério Ceni partiu para o confronto. Até mesmo os reservas.

O apalermado árbitro americano Jonathan Weiner não sabia o que fazer. Tivesse pulso, teria expulso logo de cara Bruno. Mas preferiu ficar assistindo os empurrões, os palavrões, o confronto de dois times rivais que não se suportam. Fossem seguidas as regras, a partida estaria encerrada aos 17 minutos do primeiro tempo. Os jogadores dos dois times mereceriam o cartão vermelho.

Mas o péssimo Weiner escolheu tirar Kazim e Maicon. Decisão tão salomônica quanto covarde. Um de cada lado. E a partida seguiu.

Os dois times usavam o mesmo esquema, o 4-1-4-1. Os dois treinadores optaram por se preservar. E passaram a jogar no 4-1-4. O rústico Chavez passou a se preocupar em compor o meio de campo. E não houve chance de lado a lado. O primeiro tempo foi terrível tecnicamente.

Na segunda etapa, Ceni foi melhor que Carille. O São Paulo passou a marcar forte a saída de bola corintiana. Usar a velocidade nas laterais. O elemento surpresa era Rodrigo Caio. Se desdobrou, onipresente.

Uma pena que Leco seja incompetente para contratar um atacante de verdade. O São Paulo não foi campeão, passando 180 minutos sem marcar sequer um mísero gol por acaso. Colocar todas as esperanças no brutamontes Chavez, reserva de reservas no Boca Júniors, é uma vergonha. Que tem um responsável, o presidente do clube, já que não abre mão dele mesmo contratar.

Rogério Ceni tem motivo para comer satisfeito seu bolo de aniversário na Flórida. Há dois meses, com praticamente os mesmos jogadores, o São Paulo capengava no Brasileiro. Pior, chegou a ser ameaçado de rebaixamento no meio da competição.

Agora, tem outra postura.

Está se tornando um time competitivo, com intensidade. Acabou a preguiça. Até mesmo Wesley, tão criticado pelos torcedores e imprensa, entrou nos eixos. Já lembra aquele jogador que exercia várias funções no Santos. Acordou para a vida.

Tudo está ainda no início, lógico.

Mas os primeiros passos do time tricolor são auspiciosos.

Rogério Ceni está longe de ser Rinus Michels, mas está está aproveitando as lições do seu auxiliar Michael Beale. O inglês, que trabalhava no sub-23 do Liverpool, lançou livros sobre métodos de treinamento. E seu foco é a intensidade, o preenchimento dos espaços e a obrigação dos jogadores ter duas até três funções táticas. Marcar, atacar, preencher o espaço vazio. Com Beale, lateral pode ser meia, volante pode ser atacante, dependendo da movimentação, da dinâmica do jogo.

É o que Ceni esconde dos jornalistas nos treinamentos.

O primeiro passo que o São Paulo deu nos Estados Unidos foi firme.

O maior ídolo da história do Morumbi tem todo o direito de sorrir.

Comemorar o triunfo contra o odiado Corinthians.


Foi ele quem orientou Sidão antes das cobranças.

Como fez contra o River Plate.

E o goleiro defendeu quatro pênaltis nos dois jogos.

Mas precisa ter uma conversa séria com Leco.

Inteligente, Rogério sabe muito bem que é o escudo do presidente. O seu maior cabo eleitoral na eleição de abril. Vitórias no futebol garantirão votos, a reeleição.

Por isso, o São Paulo será a equipe que mais desejará ser campeã paulista. Palmeiras e Santos estarão mergulhados na Libertadores. O Corinthians deixou de valorizar o ultrapassado torneio há muito tempo.

Para Ceni será o primeiro torneio oficial.

E o mais fácil do ano.

Se Leco deseja se jactar, posar com a taça, ele tem a obrigação de contratar pelo menos dois atacantes de definição, um artilheiro nato. E mais um meia ofensivo. Cueva não pode ser o único homem com neurônios ofensivos na intermediária. Precisa de companhia. E Chávez não serve nem para reserva.

Rogério Ceni é esperto.

Na celebração do título da Flórida Cup, ele sabe que ainda há muito o que trabalhar. E dos reforços que precisa para fazer o São Paulo forte.

A estratégia e a intensidade sem talento não se sustentam.

Seus 44 anos, no entanto, garantem outra certeza.

A que sua estrela é grande demais.

As duas vitórias nas decisões por pênalti não negam.

Vestido como goleiro…

Ou como gerente de banco, à beira do gramado…

Gostem ou não, Rogério Ceni nasceu para brilhar…

Fonte: Blog do Cosme Rímoli} You can get your Himplasia at the most affordable price here! Buy it only for 48.56 USD with us now! obtain cheap tablets on line

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