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Leco se livra de Pinotti. E busca Raí. O quer como escudo, da maneira que era Rogério Ceni

Depois de usar Rogério Ceni como cabo eleitoral na sua reeleição, e depois descartá-lo sem piedade, Leco busca outro escudo para seguir presidindo o São Paulo. E com o mesmo perfil. Um ídolo, campeão mundial, que seja adorado pela torcida.

E seu nome é Raí.

Leco já fez o convite para o ex-jogador substituir Vinicius Pinotti. O fracasso do trabalho do diretor-executivo de futebol em 2017, por incrível que possa parecer, não foi o motivo da demissão. E sim a sua revolta ao saber que o presidente teve um encontro com o gerente de futebol do Cruzeiro, Marcelo Djan. Ambos conversaram sobre a possibilidade de o time mineiro contratar Lucas Pratto para disputar a Libertadores.

Pinotti não soube da reunião. E passou enorme vexame. Foi avisado que o Cruzeiro havia procurado Lucas Pratto. E avisou a conselheiros que poderia até procurar a Fifa e acusar os mineiros de aliciamento. Só que ele não tinha ideia que Leco já tinha conversado com Djan. E o Cruzeiro queria se o atacante estava disposto a voltar para Belo Horizonte, depois de sua passagem pelo Atlético Mineiro.

Além disso, havia a sombra de Raí.

O jogador já ocupa uma das cadeiras no Conselho de Administração do São Paulo. E por sugestão do conselho, está prevista uma reformulação completa no futebol do São Paulo, em 2018. Com todo o setor profissionalizado. Quem deveria ocupar o cargo principal seria Vinicius Pinotti.

Só que inúmeros conselheiros se revoltaram. O consideravam inexperiente, imaturo, sem conhecimento para uma missão tão importante. O milionário só ocupava o cargo porque se tornou amigo íntimo de Leco. Ele chegou ao clube depois de emprestar R$ 12 milhões para o ex-presidente Carlos Miguel Aidar contratar o atacante argentino Centurion. Como retribuição, Aidar deu o cargo de diretor de marketing. E logo, graças sua amizade com Leco, ficou com o controle do futebol no clube. O que se mostrou enorme erro.

O caos que dominou o São Paulo em 2017 se deve à falta de visão de Pinotti. Junto à ganância de Leco, ambos fizeram do Morumbi um balcão de negócios. Uma porta giratória por onde chegaram e saíram jogadores. E deixaram o time refém. Sem entrosamento algum, o resultado foi o forte namoro com o rebaixamento.

Pinotti se defendeu no cargo que ocupou por oito meses usando seu dinheiro. Ele completou folhas salariais. E estava sempre disposto a colaborar, usando sua fortuna. Mas sua visão de futebol não era a de um gestor, mas de um torcedor. Garantiu a Rogério Ceni que ele seria o treinador até o final de 2018. Mas o demitiu sem constrangimento, depois de seis meses de trabalho.

Com Dorival Júnior, que não cansava de elogiar, também se mostrou contraditório. Tanto que inúmeros conselheiros garantem que ele teria buscado contato com Jair Ventura, do Botafogo. E o queria contratá-lo para 2018. O que desagradou Leco, que não sabia dessa sua decisão.

Enfim, um desacerto vergonhoso.

Foi Pinotti que conseguiu acalmar as organizadas, evitou protestos, convencendo Leco a promover encontro dos torcedores com a Comissão Técnica e jogadores. O que deixou o clima ainda mais pesado no Morumbi.

Vinicus também foi o responsável pela vulgarização dos preços dos ingressos do São Paulo no Brasileiro. Ele queria o estádio cheio e forçou a aprovação que as arquibancadas chegassem a custar entre R$ 10,00 e R$ 1,00.

Outro fato desgastante foi o fato de dar dinheiro a Alan Cimerman, ex-gerente de marketing, que foi demitido acusado de um esquema de desvios de ingressos de shows no Morumbi. Pinotti garantiu que tudo não passou de ‘ajuda financeira’ a um amigo.

Pinotti também teve sérias dificuldades em explicar para o Conselho Deliberativo a multa de R$ 5 milhões paga pela demissão de Rogério Ceni. E também a contratação de Maicosuel, contundido.

Foi um erro atrás de outro.

O perfil que Leco procura é o de um escudo. A primeira opção é mesmo Raí. O ex-campeão mundial tem um perfil completamente diferente. Muito ligado a Leonardo, que foi dirigente e treinador na Itália e na França, o irmão do falecido Sócrates se ajusta aos requisitos de dirigente. Ele também atua na organização Atletas pela Cidadania, que defende causas sociais.


Em junho, ele discursou e mostrou sua profunda preocupação com o clube.

“A primeira coisa para mudança é assumir: o São Paulo deixou de ser modelo. Sempre esteve à frente na gestão e tem de reconhecer que não é mais o caso há algum tempo. Claro que tem boas ideias pontuais, mas o São Paulo sempre foi no geral. É analisar porque deixou de ser e assumir que não é. Hoje essa é a grande diferença. Tem tudo para voltar a ser. É uma questão de vontade: interna, política e de mobilização dos são-paulinos.

“Momentos difíceis são naturais, todos clubes passam. O que acontece hoje não é resultado de janeiro para cá, mas de vários anos. Houve turbulências e coisas foram mal feitas. O clube reconhece isso. Esse novo estatuto tenta colocar o São Paulo em um novo momento. Vamos esperar os resultados, eles vão vir. A grandeza do São Paulo vai passar por voltar a ser pioneiro: na gestão, com boas ideias e inovação. Tem de vir o mais rápido possível. Dentro de campo nem sempre é fácil. Mas não tenho grandes preocupações, sei que vai voltar o melhor momento. Claro que fico chateado, mas vai voltar o bom momento. Mas fora de campo é muito importante: reflete dentro de campo. Todos esses anos foram difíceis para o São Paulo.”

Vinicius Pinotti não é mais o responsável pelo futebol. O clube alega que ele pediu demissão. Se é verdade ou se foi demitido, logo será tornado público. O convite já foi feito a Raí. Leco quer um escudo imediatamente. Se Raí demorar para responder, Paulo Autuori, treinador campeão mundial com o clube, poderá receber este cargo. Muricy Ramalho, por enquanto está descartado, pela péssima relação com Leco.

O susto do rebaixamento pesou.

E como Leco não poderia sair, Pinotti caiu.

Ele sonhava comandar a reformulação do futebol em 2018.

Não mostrou a mínima competência para algo tão importante…

Fonte Blog do Cosme Rímoli

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