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Em entrevista Hernanes é perguntado sobre renovação

Hernanes acredita que o São Paulo não voltará mais para a zona de rebaixamento. O time venceu o Sport, domingo, por 1 a 0, e saiu do Z-4: é o 14º colocado, com 31 pontos.

Em entrevista exclusiva à Rádio Globo/CBN, o Profeta voltou a cravar que o Tricolor não vai cair para a Série B do Brasileirão.

– Isso falei desde que cheguei: vamos escapar. Profeta também tem isso: fala só uma vez. A palavra do Profeta tem peso: se falar muitas vezes perde o peso. Falei uma vez e está falado. Ponto final (risos) – disse, com bom humor.

– A vitória de domingo não foi conquistada naquela partida em si, mas nos dias anteriores. Passamos muito tempo na zona de rebaixamento sendo maltratados, bateram na gente. Mas estávamos trabalhando forte e nos fortalecendo, encontrando um jeito de jogar. Essa vitória de domingo nos coloca fora da zona e acredito que definitivamente. Saímos com mérito. Construímos isso. Não foi por acaso – afirmou.

Emprestado pelo Hebei Fortune, da China, até 30 de junho de 2018, Hernanes despistou ao ser questionado sobre uma permanência maior no São Paulo.


– É realmente cedo para falar. Meu objetivo é claro: não penso no ano que vem. Penso até dezembro. Tem mais dois meses: outubro e novembro. O foco é grande. Não sei o que poderá acontecer e nem quero pensar. Não estou voltado a perder o sono com isso. Tenho outras prioridades nesse momento.

Veja outros trechos da entrevista de Hernanes:

O São Paulo jogou bem domingo?

– Não. Por isso falei que foi uma vitória que não construímos no dia do jogo, mas antes. Foi pela gordura. Soubemos sofrer, ser decisivo quando tinha de ser. Não jogamos bem, mas o mais importante não era jogar bem. Em outros jogos jogamos bem e não vencemos. Graças a todos e ao Sidão, pelas defesas no fim do jogo, conseguimos a vitória.

O que encontrou no vestiário?

– Um grupo ainda se encontrando. Muitos jogadores tinham acabado de chegar, até o próprio Dorival. Aos poucos ele colocou a filosofia dele, de como gosta de jogar. Aos poucos os jogadores foram entendendo e aumentando a forma como se preparavam aos jogos. Houve uma mudança de atitude, de sair da zona de conforto, porque o jogador chega e passa por um período para entender como o clube funciona. Esse período existiu, mas hoje estão todos comprometidos, adaptados e mais entrosados.

O mudou no São Paulo de antigamento, o campeão de tudo?

– O clube está em processo de transformação. Quando vim da base ao profissional, o São Paulo tinha uma posição estabelecida. Os jogadores tinham experiência, referências no elenco. O São Paulo era completo, como clube e grupo de pessoas do futebol. Vi que nesse momento é um clube em transformação. O Leco, se não me engano, assumiu há pouco tempo a presidência.

– Houve um processo de renovação de jogadores. São ciclos da vida. O São Paulo venceu tudo na década passada e nessa sofreu um pouco com esses ciclos terminados. Agora precisa reiniciar. Mas depois dessa reestruturação vejo todos empenhados e buscando um futuro melhor para o clube. Encontro isso agora: disposição para encontrar o caminho de volta das vitórias.

Futebol brasileiro

– Tem melhorado a condição tática. Isso aprendi muito lá fora como principal diferença. Lá trabalham muito sistema defensivo, parte tática e como não sofrer gol. Faltava essa mentalidade no Brasil. Percebo que os times estão tentando pôr isso em prática. Tentar aliar a nossa criatividade, de jogador irreverente, de forma intuitiva. Isso não encontramos lá fora.

– Se conseguir ter essa noção tática, nosso futebol tende a crescer mais. Hoje, não temos tantos jogadores de talento. Do nível de Neymar, Coutinho, mas vejo o futebol passando por esse processo. Talvez por isso o campeonato é muito equilibrado. O Corinthians, líder, não se destaca pelo ataque ou poder ofensivo. Temos poucos gols marcados de diferença para eles. Mas se destacam pelo poder defensivo, de marcação, tático. É um campeonato diferente do que estamos acostumados a viver no Brasil.

Nova profecia?

– Sempre digo que a profecia, se for ver na Bíblia, diz que nenhuma profecia se dá por vontade humana, mas por inspiração. Por enquanto não senti inspiração de falar coisas atrevidas ou coisas possíveis de alcançar. Ainda não falei nada.

Novo sistema tático

– Tenho uma visão de futebol. Não vejo um só estilo de jogo. O futebol do Guardiola, por exemplo, que o mundo admira. Aquele estilo não pode ser aplicado em todo time, porque precisa dos jogadores com características para fazer o que Guardiola propõe. O que gosto de analisar são as características dos jogadores, e aí o treinador usa o melhor de cada peça com aquelas características.

– O Dorival gosta do futebol ofensivo, bem jogado. Encontrou uma maneira bem legal com esse sistema. O que me chamou atenção foi Marcos Guilherme, Lucas Fernandes e Cueva darem consistência defensiva que talvez não estariam acostumados. Até o Pratto, ajudando muito defensivamente. A troca de passes não é tanto a questão, mas sim mesmo com peças ofensivas ter consistência defensiva. Está ficando bom.

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