Noticias

Conselheiros querem saída de Dorival, que não ficará em 2018. Perdido, Leco não sabe o que fazer

“O time não amadurece. Tem de apanhar mais para amadurecer. Infelizmente é o que eu posso dizer, porque é inaceitável fazermos uma partida muito boa no sábado e, hoje, pela desatenção, tomarmos três gols. É inaceitável.

“A equipe tem de crescer. Ganhou um jogo e parece que já alcançou os objetivos da temporada. Não é assim. O time tem de manter uma regularidade de concentração. Mais uma vez falhamos. Tem de amadurecer. Vai apanhar até crescer.”

“Essa apatia é o que realmente preocupa. Como disse o próprio Hernanes no final da partida. O problema é tático? Não. É técnico? Não. É garra, gana, vontade? Não. Mas houve uma apatia geral, tanto que no intervalo eu poderia fechar os olhos e fazer três alterações que não teria problema, pela maneira como nos comportamos. Isso é inaceitável para uma equipe na situação que nos encontramos. E que tem uma atuação totalmente diferente no jogo passado.”

Hernanes e Dorival Júnior queriam passar para os jornalistas, torcida e dirigentes que o problema do São Paulo, após mais um vexame, a 13ª derrota no Brasileiro, que o problema é apenas psicológico, apatia.

Não é.

O São Paulo faz uma campanha vergonhosa no Brasileiro. E ela é resultado do péssimo trabalho do demitido Rogério Ceni e de Dorival Júnior, que será dispensado assim que o Brasileiro acabar. Além dos dois, da incompetência de Leco e Pinotti, que fizeram um desmanche ensandecido para arrecadar dinheiro. Transformaram o clube em um balcão de negócios. Com um entra e sai de jogadores. Diante de conselheiros omissos.

Os nove notáveis do Conselho de Administração só pensam em um futuro utópico, com a divisão do futebol profissional da área social do clube em 2018, e se esquecem da vergonha do dia-a-dia deste 2017.

Alguns sonham com o reconhecimento por parte da Fifa do tricampeonato mundial.

Outros comemoram a chance de ter Kaká no final de carreira no próximo ano.

Fingem não perceber que seu retorno pode ser como o de D’Alessandro.

Para disputar a Segunda Divisão.

Leco e Pinotti foram omissos ontem.


De novo.

Saíram do Maracanã sem uma palavra para a imprensa. Nenhuma satisfação à torcida. É uma rotina bizarra. Quando o São Paulo vencem, ambos falam. Na derrota, se calam. Pinotti teve a coragem de conversar com o repórter Mauro Naves da TV Globo, antes do jogo. E disse que nunca havia visto um ambiente tão confiante no clube na viagem de São Paulo para o Rio. Não é à toa que o executivo Rodrigo Caetano do Flamengo é cogitado no seu lugar. Pinotti é um milionário amador, que saltou da tribuna para comandar o futebol do clube porque emprestou dinheiro para contratar o argentino Centurión. Se não tivesse colocado esse dinheiro, não teria cargo na diretoria.

Não bastasse o péssimo futebol do time, Dorival Júnior mostrou ontem o quanto está perdido. Para tentar surpreender o limitado time de Abel Braga, sufocado pela falta de dinheiro, o treinador do São Paulo decidiu tirar do time Lucas Pratto e Cueva. Os dois melhores jogadores do seu grupo. Colocou Shaylon e Thomaz. A surpresa dominou os atletas que saíram e os que entraram. Ninguém, de bom senso, esperava essas trocas.

“Estávamos com um posicionamento muito fixo, Pratto muito preso na marcação, Cueva caindo lateralmente sem conseguir produzir dentro de suas melhores condições. Nós fizemos uma tentativa, tirando o homem de referência, e colocando homens que chegassem por trás. Mas continuou da mesma forma como começamos a partida”, admitia, constrangido, após o jogo.

Lucas Pratto e Cueva estão insatisfeitos no Morumbi. Com o péssimo rendimento do São Paulo, o argentino deixou de ser convocado para a Seleção. E o peruano já pediu três vezes para ir embora. Quer voltar ao futebol mexicano. Não há motivação para seguirem em 2018. Rodrigo Caio também está cada vez mais nervoso com as cobranças. Sente que está a um fio de perder a Copa da Rússia, seu maior sonho. O péssimo futebol do time está atrapalhando sua carreira.

Dorival já vem sendo questionado assim que chegou. Não consegue dar um padrão mínimo ao time. É um perde e ganha insano. Não há uma maneira tática definida de o time atuar. O time segue entrando e saindo da zona do rebaixamento. A insegurança atinge a todos.

Já é certo que Dorival não seguirá em 2018. Como aconteceu com ele no Palmeiras, os dirigentes só esperam que ele evite o rebaixamento este ano. Vão desprezar o contrato até o final de 2018. Darão os dois salários de multa e buscarão outro técnico para começar o ano. Com todas as chances de ter Kaká.

Dorival já percebeu. E esta situação o deixa ainda mais tenso. Ele quer mostrar que tem capacidade para ficar. E está tão ou mais pressionado do que o grupo de jogadores que comanda. Se Vinicius Pinotti não fosse tão amador já teria percebido. Assim como o inseguro Leco, que não sabe o que fazer. A não ser oferecer bônus, dinheiro aos atletas para não caírem.

O comportamento do São Paulo é igual ao de time pequeno do interior, na década de 70. Lembra o XV de Piracicaba de Romeu Ítalo Rípoli. Ele era um dirigente que se consagrou ao pagar salários baixos e bichos altos. Além de colocar o preço dos ingressos os mais baratos do Brasil para ter sempre o estádio cheio, nos jogos em casa. A única diferença está no fato de Leco e Pinotti seguirem pagando salários altíssimos.

Os dois se consideram gênios pelo clube estar jogando com o Morumbi ou Pacaembu lotados neste Brasileiro. Fingem não perceber que os motivos são o desespero dos torcedores para evitar o rebaixamento para a Segunda Divisão. E a vulgarização do preço dos ingressos, em média, R$ 26,00.

A incrível, inacreditável, rara sorte de Pinotti e Leco está no silêncio das organizadas. Elas não estão cobrando os jogadores, Dorival Júnior e, principalmente, a dupla que comanda o clube. Mesmo com esse momento vergonhoso na história do São Paulo. É muita sorte.

O time terá uma sequência indigesta pela frente para se manter na Série A. No domingo, terá o Flamengo e Santos no Pacaembu, como mandante. Depois, o Atlético Goianiense, no Serra Dourada. A Chapecoense, no Pacaembu. Vasco, em São Januário. Grêmio, no Olímpico. Botafogo, no Pacaembu. Coritiba, no Couto Pereira e o Bahia, no Morumbi.

Dorival Júnior não estará no comando do clube em 2018.

Resta saber os dirigentes não tentarão dar um ‘choque’ no elenco e demiti-lo antes. É o desejo de conselheiros importantes, que dão sustentação politicamente para Leco. E, de preferência, pedir um último esforço para Muricy Ramalho. Dirigir o time essas nove partidas que faltam.

Perdido, Leco não sabe que rumo tomar…

Fonte: Blog Cosme Rimoli

Clique para adicionar um comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Noticias

Mais em Noticias

Jucilei crê em permanência no São Paulo e lamenta “ano de chacota”

saopauloadmin20 de novembro de 2017

Petros e Jucilei: donos do meio de campo tricolor

saopauloadmin14 de novembro de 2017

Dorival analisa empate e elogia torcida são-paulina

saopauloadmin12 de novembro de 2017

Kaká ainda não definiu futuro e pode ter se despedido do futebol no último sábado

saopauloadmin11 de novembro de 2017

Hernanes falou sobre o bom momento e brinca sobre jogos do SP: “Uns 50 iam para o hospital no fim”

saopauloadmin7 de novembro de 2017

Meta, consistência e ambiente: elenco avalia momento tricolor

saopauloadmin5 de novembro de 2017

7 empresas negociam com o São Paulo para estampar camisa em 2018

saopauloadmin2 de novembro de 2017

‘Superprofeta’!

saopauloadmin30 de outubro de 2017

CHANCELA DA FIFA TEM IMPORTÂNCIA ZERO PARA O TORCEDOR QUE VIVEU OS MUNDIAIS

saopauloadmin27 de outubro de 2017